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DLNA: conecte-se





Autores: Marco Clivati e Saulo Ferreira –

Dispositivos conectados à mesma rede doméstica podem acessar, exibir e reproduzir músicas, imagens e outros conteúdos armazenados no computador, no celular, na câmera digital e até no videogame

 

No século 21, a internet se transformou em um espaço irrestrito para a troca de conteúdo digital. A consequência é que os arquivos do trabalho, as fotos de família, as músicas e os vídeos acabam transferindo de um aparelho para o outro até serem consumidos de maneira, muitas vezes, precária. Para tentar colocar alguma ordem nesse oceano de informações, em 2003, um grupo de empresa de tecnologia se uniu para estabelecer um padrão básico de comunicação entre eletrônicos para que esses fossem capazes de trocar arquivos de mídia entre si por meio de uma rede doméstica de maneira integrada e harmônica. Foi assim que surgiu a Digital Living Network Alliance (DLNA), órgão padronizador que concede certificações aos equipamentos adaptados ao formato. Até setembro de 2010, mais de 7,5 mil produtos entre TVs, conjuntos de áudio integrados, receivers, reprodutores de Blu-ray, smartphones, computadores e impressoras de diferentes marcas e modelos já foram homologados com a certificação. Para quem gostou da ideia de eletrônicos conversarem entre si, basta procurar pela logomarca DLNA impressa no aparelho na hora da compra e conferir,
nesta reportagem, como tudo isso funciona para seu bel-prazer.

 

  • Aliança digital

Visualizar as fotos da última viagem com família na TV da sala. Assistir aos vídeos capturados com o celular sentado no sofá ou ouvir músicas que estão no PC do escritório direto no sistema de áudio instalado na sala, sem a necessidade de gravar CDs ou arrastar o computador são algumas das soluções propostas pelo protocolo DLNA, cujo principal atrativo é facilitar a vida dos consumidores na hora de consumir fotos, músicas, vídeos e outras formas de conteúdo digital. Embora o DLNA não seja mais uma novidade no mundo da tecnologia, é cada dia maior o número de aparelho como TVs, players de Blu‑ray, notebooks, câmeras digitais e celulares homologados com a especificação.

Criado há quase uma década por um grupo de fabricantes, o protocolo nasceu com o propósito de tornar equipamentos eletroeletrônicos de diferentes marcas e modelos compatíveis entre si no envio e recebimento de conteúdos multimídia.

 

  • Crescimento

Como tudo no universo da tecnologia, o DLNA também evoluiu. A primeira especificação (versão 1.0) surgiu em junho de 2004 e meses depois recebeu melhorias técnicas e novas categorias de equipamentos, como impressoras e smartphones, foram acrescidas. Ao longo dos anos, a tecnologia continuou recebendo melhorias. Até setembro de 2010, cerca de 8,5 mil equipamentos entre TVs, conjuntos de áudio, receivers, reprodutores de Blu‑ray, smartphones, computadores e impressoras de diferentes marcas e modelos receberam a certificação DLNA. Em julho, a Digital Living Network Alliance anunciou que apenas no primeiro semestre de 2010, o número de certificados concedidos para aparelhos reprodutos de Blu‑ray dobrou em relação ao mesmo período de 2009, elevando o total para 105 players com capacidade de compartilhar conteúdo digital pela casa. Outro indicativo do avanço da tecnologia DLNA se confirma como na pesquisa realizada pela consultoria ABI Research, que conclui que em 2012, o número de aparelhos homologados deve ultrapassar a casa dos 350 milhões de unidades no mundo.

 

  • Rede Local

Os equipamentos compatíveis com DLNA podem ter duas finalidades distintas. Funcionam como “servidores” para distribuir conteúdo multimídia (fotos, músicas e vídeos) pela casa, ou são “clientes”, que recebem e reproduzem o conteúdo. Também existem dispositivos, como o videogame PlayStation 3, que executa ambas as funções.

Para funcionar, além de equipamentos homologados, o DLNA exige a criação de uma rede doméstica, que pode ser criada tanto por meio de cabos, com aquisição de um hub Ethernet, ou sem fio, com um roteador Wi‑Fi. No caso de uma rede sem fios, um roteador padrão 802.11g (54 Mbps) é suficiente para realizar a maior parte das transmissões de dados entre dispositivos. Neste caso, a recomendação é não conectar muitos equipamentos simultaneamente, sob o risco de causar “engasgos” e interrupções no fluxo de dados.

Já para aqueles usuários que pretendem reproduzir vídeo em alta definição pela rede sem fio, a recomendação é optar por roteadores habilitados ao padrão 802.11n, que suportam fluxos de dados de até 300 Mbps. Em ambos os casos, a velocidade da conexão com a internet não é importante porque a rede DLNA utiliza o roteador apenas como “ponte” para a conexão de dados entre os equipamentos.

É importante ressaltar que o DLNA não é recurso exclusivo de determinada marca. Qualquer equipamento compatível com o protocolo é capaz de trocar conteúdo. Nesse caso, a interface de conexão muda, mas isso não impede que produtos de marcas diferentes enviem e recebam arquivos digitais. Redes sem fio, taxas de transmissão, compatibilidade entre aparelhos, passando por toda uma gama de arquivos com diferentes formatos e codificações confundem até os consumidores mais experientes. Dúvidas a respeito da compatibilidade do sistema DLNA são frequentes. Entretanto, antes de se perguntar quais arquivos de mídia o DLNA suporta, é preciso questionar com quais arquivos o aparelho que reproduzirá o conteúdo é compatível. Para minimizar confusões e proporcionar a melhor experiência possível, a Digital Living Network Alliance estabelece orientações técnicas para definir em que classe cada dispositivo eletrônico se estabelece.

Com os dispositivos conectados à rede, compartilhar seus arquivos e usufruir das vantagens do DLNA é simples e intuitivo. O DLNA veio para ficar e novas especificações do protocolo, para torná‑lo ainda melhor, estão por vir.

 

Esse trecho foi retirado da revista VídeoSom, seção Matéria de Capa, edição 149. Quer conhecer mais a revista? Então clique aqui.
 

 


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